Abrangência

Região com um dos  índices de maior diversidade de espécies arbóreas do mundo, conhecida como “HILÉIA BAIANA”, englobando o sul da Bahia e o norte do Espírito Santo, com as seguintes características:

  • 300 espécies novas e cinco novos gêneros de plantas entre os anos de 1978 e 1980 (Dean 1997).
  • Encontrados níveis de espécies vegetais endêmicas de 28,1% e 26,5% na região (Thomas et al. 1998).

Níveis de diversidade muito altos na região com 425 a 450 espécies arbóreas por hectare (Thomas e Carvalho 1997).

 

A Hiléia Baiana está localizada no Corredor Central da Mata Atlântica e é considerada uma das regiões com maior diversidade arbórea do mundo. A região possui tanto áreas preservadas com espécimes arbóreas centenárias, assim como áreas que foram quase totalmente desmatadas numa história recente (décadas de 50 a 80).

 

Diante desta potencial diversidade e de uma demanda crescente de restauração o Programa Arboretum visa o conhecimento e uso deste potencial, entre outros, na restauração florestal e na produção de conhecimento científico. Aliada à baixa diversidade nos viveiros florestais, a origem das sementes também não é suficientemente adequada, há limitações na germinação, na qualidade das sementes e no desenvolvimento das mudas no campo. Tais limitações não têm garantido o sucesso das áreas plantadas.

 

Nesse sentido o Programa tem como primeira linha de ação a estruturação de uma rede de sementes nas comunidades rurais, que objetiva conferir melhor oferta de sementes prioritariamente aos viveiros comunitários.

 

Além do apoio técnico e logístico aos viveiros, o Programa confere um espaço de difusão e promoção do conhecimento acadêmico-científico e uso sustentável da flora arbórea atlântica, inserido neste o ARBORETO que pode abrigar uma das maiores coleções de espécies arbóreas atlânticas de forma didática, conferindo suporte à pesquisa além de servir como banco de sementes.

 

Em síntese, abaixo os principais aspectos são pontuados:

 

  • Alto grau de degradação da Mata Atlântica no sul da Bahia;
  • Necessidade de recuperação de áreas de reserva legal e áreas de preservação permanente;
  • Produção de mudas de espécies nativas da Mata Atlântica insuficiente;
  • Baixo nível de assistência técnica florestal a pequenos e médios produtores rurais;
  • Demanda de empresas e comunidades por uma estrutura de apoio e suporte técnico-logístico às ações de conservação e restauração florestal;
  • Dificuldade para o armazenamento de sementes florestais;
  • Necessidade de se criar metodologias e estratégias viáveis para restauração, reabilitação e recuperação de áreas no Extremo Sul da Bahia;
  • Área potencial para o plantio de espécies arbóreas da região;
  • Necessidade de conservação e recuperação de espécies ameaçadas;
  • Pouca informação sobre silvicultura de espécies nativas;
  • Baixa produção científica e técnica sobre as espécies vegetais no extremo sul da Bahia;
  • Inexistência ou baixo conhecimento científico da estrutura, dinâmica e das interações ecológicas entre as espécies vegetais na região, bem como de sua ecologia de paisagem.
  • Demanda pela formação de uma rede regional de sementes florestais da Mata Atlântica;
  • Demanda por sementes e mudas de espécies nativas;
  • Milhares de hectares de passivos ambientais para restauração florestal;
  • Extração ilegal de madeiras nobres (pau-brasil, jacarandá, vinhático, parajú, brauna, etc) para o mercado regional e internacional;
  • Extração de produtos florestais não-madeireiros (exs.: palmito e aroeirinha);
  • Baixa diversidade na produção local e regional de mudas para restauração florestal;
  • Diversidade de mudas para restauração não compatível com a diversidade local;

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